Bullying, provocações sem limites – O filme

206

Assisti ontem ao filme espanhol Bullying, provocações sem limites, já disponível nas locadoras.

Gostei!  Pesado, com cenas violentas, o bullying levado ao extremo.

Para quem quer aprender e entender mais sobre o assunto, o filme apresenta algumas características bem claras e que gostaria de destrinchar aqui.

1. A vítima, Jodi, é um rapaz que muda de cidade e entra na escola já no terceiro trimestre.  A literatura sobre bullying  cita o aluno novo como possível alvo de bullying.  Desde o primeiro dia é recebido com desdém.  Logo responde a uma pergunta do professor de matemática e o caldo está derramado…

2. O silêncio da vítima.  O rapaz sofre as maiores barbaridades e nada comenta… O pai morreu recentemente e a mãe está deprimida e sofrendo.  Para evitar maiores aborrecimentos ele nada diz a ela, esconde tudo que vem sofrendo.

3. O agressor é apresentado como alguém que tem problemas em casa, mas o filme não aprofunda a questão.  É visto como líder, com vários seguidores.

4. A impassividade dos espectadores.  Em algumas cenas dá para perceber que alguns não concordam com o que se faz com a vítima, mas não tomam nenhuma atitude.

5. A posição da escola.  A diretora ou coordenadora não enfrenta o problema, nega-o , não ouve as preocupações da mãe e chega até a colocar a responsabilidade pelo que está acontecendo na mãe.  A falta de supervisão no ambiente escolar também é gritante.  Não se vê um auxiliar, um funcionário nas dependências da escola, na entrada, na saída, nos corredores.

6. Quando a escola leva uma autoridade para falar sobre bullying, a sensação que tive foi de uma enorme superficialidade, apenas cumprindo uma missão que a escola acha que pode ser importante.  Não aprofunda o tema, não há participação dos alunos.

7.  Bullying também com uma garota filha de imigrantes, possibilidade também frequentemente apresentada na literatura.

8. A reação agressiva de um vizinho que quer ajudar o garoto provoca ainda mais ira no agressor.  A recomendação de educadores e estudiosos é para nunca abordar diretamente o bully.

9.  A escola perde uma excelente oportunidade para discutir e envolver os alunos numa reflexão profunda após o trágico acontecimento com Jodi.

Mais não dá para falar, para não tirar a expectativa de quem vai assistir ao filme.

Não gostei do final, ficou tudo meio no ar.  Se o filme pretende ser educativo, poderiam apresentar as possíveis consequências para o agressor…

No entanto, é um excelente material para ser trabalhado com alunos e que certamente vai proporcionar excelentes discussões.  Por ser muito forte, deveria ser usado apenas a partir do Ensino Médio.

Gostaria muito de ouvir opiniões sobre o filme.  Utilize seu espaço nos comentários!

206 Responses to “Bullying, provocações sem limites – O filme”

Sua resposta